quarta-feira, junho 07, 2006





A voz se cala. Passos ameaçam se perder no meio da estrada. O que terá após a curva? Os ruídos irritam a alma amedrontada.
Não, não me pergunte sobre essa dor. Agora os barulhos impregnam o espaço e fico com o desejo de parar esse tempo que foge. Passou... Até quando? Não, não é eterno. Até quando é que eu não sei. Isso corta, corta e corta. O sangue eu nem quero ver. Que parte me cabe nesse mundo de astrais brilhantes? Que parte me cabe nessa terra de pedra e osso? Devaneios perdidos num olhar melancólico. Sem mais.